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| Imagem meramente ilustrativa |
"Se você ama uma flor, não a colha. Por que se você colhê-la, ela morre e deixa de ser o que você ama. Então se você ama a flor, deixe-a estar. O amor não está na posse. O amor está na apreciação." - OSHO
Resolvi escrever sobre um assunto que permeia a vida de nós seres humanos e que constantemente nos confundimos com outro sentimento. Esse sentimento que permeia nossa vida e dá sentido a mesma é o Amor, mas antes uma pequena reflexão sobre a Paixão que tanto confundimos com esse sentimento puro o Amor, a palavra paixão vem do latim passio-onis "paixão, passividade; sofrimento". Percebam aqui que a Paixão remete ao que chamamos em essência de sofrimento e o que a paixão causa nas pessoas?
Ilusão, na paixão depositamos nas pessoas nossas expectativas, nós as moldamos de acordo com o modelo de pessoa dos nossos sonhos, em outras palavras, a idealizamos. Não preciso nem dizer quantas pessoas ao lerem o que estou escrevendo já sofreram "desilusão amorosa", agora pensem comigo onde está o erro no termo que acabei de citar?
Exatamente! No termo não está escrito sobre a paixão mas sim sobre o amor, mas horas não acabamos de falar que a paixão é sofrimento? Sim, agora vamos ter que descer mais um degrau e nos aprofundarmos mais em nosso pensamento. A "desilusão amorosa" na realidade é desilusão passional, pois como a paixão faz com que idealizemos a pessoa dos nossos sonhos no outro, acabamos por criar uma pessoa em cima de uma outra pessoa que assim como nós, é cheia de imperfeições e defeitos, e no primeiro ato de imperfeição e ou defeito essa idealização desmorona, há um choque, a ilusão se desfaz e você sofre.
Isso é Paixão ela é intensa, passional, sofrida. O Amor transcende a paixão pelo quesito de não necessitar de posse ou desejo, amor não é necessidade, o amor é um estado de ser. O amor é estado de espírito enquanto a paixão é possessiva. A paixão é ilusória enquanto o amor é a realidade. E acima de tudo é aceitação genuína por outra pessoa.
Quando falamos que estamos sofrendo por "amor", nos referimos ao apego e não ao amor propriamente dito, amar é fluir e deixar ser, não tem nada haver com relação de posse. Nós sofremos pelas expectativas que depositamos nas pessoas e a medida que mais tempo passamos com elas, maior será o sofrimento com o provável término de um relacionamento, pois é o apego que nos faz sofrer. Portanto apego e amor são coisas completamente diferentes, e ainda dependendo de como o fim do relacionamento se deu o amor ainda pode existir, porém o desejo pelo outro cessa.
Amor é isso, aceitar o outro independentemente de seus defeitos e ainda sim aceitá-lo como ele realmente é. Percebem a forma como estou tentando colocar meu pensamento? Tudo o que envolve ciúmes e apego é paixão, no sentido de posse do desejo pelo outro. Amor é como a corrente de um rio que segue seu curso, ele flui, ao mesmo tempo encanta, e ainda sim eu e você não podemos alterar seu curso, então para que querer modificá-lo se ele é assim tão perfeito do jeito que é?
Com sua licença, paz e amor em seu coração.

Esse texto me lembrou a "Oração da Gestalt":
ResponderExcluir“Eu sou eu, você é você. Eu faço as minhas coisas e você faz as suas coisas. Eu sou eu, você é você. Não estou neste mundo para viver de acordo com as suas expectativas. E nem você o está para viver de acordo com as minhas. Eu sou eu, você é você. Se por acaso nos encontrarmos, é lindo. Se não, não há o que fazer.”
Fritz Perls, 1969
Fico feliz Esther, que tenha capitado a ideia que tentei passar, e remete exatamente a essa "Oração da Gestalt" como você descreveu, o amor não é sinônimo do apego, ele flui e não fica estagnado, a posse é uma função do ego, e o amor é algo que deriva do nosso Self (si mesmo)
ResponderExcluirMuito bom! Acho ótima essa sua iniciativa de escrever sobre assuntos tão nobres. Se me permite a sugestão, poderia falar em uma possível publicação futura sobre "O Tempo".
ResponderExcluirMuito obrigado Carolaine! Espero que continue acompanhando e sim irei postar sobre o "Tempo" muito obrigado pela sugestão! Assim que publicar postarei no face e no Dialética do Conhecimento, continue acompanhando!
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